30 de jun de 2014

The Giver (O Doador de Memórias), de Lois Lowry

E aí galera, tudo bom? Aqui é o Rafael, eu escrevi a minha primeira resenha pro blog há mais ou menos um mês e hoje voltei pra resenhar O Doador de Memórias (The Giver), de Lois Lowry. Espero que vocês gostem!

Edição: 1 | Editora: Laurel Leaf | ISBN: 9780440237686 | Ano: 2002 | Páginas: 192

Confesso que, até anunciarem sobre a adaptação cinematográfica de O Doador de Memórias, nunca tinha ouvido falar sobre esse livro. Ainda digo mais, só me interessei por tal adaptação quando eu descobri que a Taylor Swift faria uma participação nela. Depois que vi nomes como Meryl Streep e Jeff Bridges no elenco, percebi que tinha quase a obrigação de conhecer essa história. Então fui atrás do livro e acabei lendo ele em inglês, por isso alguns termos que eu use podem ser diferentes da versão em português. O livro é uma distopia (sim, mais uma!). Apesar do gênero ser bastante popular hoje em dia, esse livro foi publicado em 1993 e não segue exatamente a linha de Jogos Vorazes ou Divergente. Para começar, ele não faz parte de uma série, nada de vários filmes com o último dividido em duas partes. Também, ele tem um tom de certa forma mais infantil, que a princípio me tirou um pouco do interesse no livro. Só a partir do sétimo capítulo mais ou menos, eu realmente fiquei envolvido.


A história se passa em um futuro e os seus personagens vivem em uma sociedade perfeita. Sem violência, sofrimento e inconvenientes mas também sem coisas simples como animais, cores ou até mesmo sentimentos. Nessa comunidade vive Jonas, um menino prestes a completar doze anos e, de certa forma, passar para a vida adulta. O que acontece é que para que tudo siga perfeito nessa sociedade - sem conflitos, doenças ou preconceito - as pessoas perderam o seu poder de escolha. Existe um comissão de anciões, que toma as decisões mais importantes: com quem cada um vai se casar, quem será seu filho ou a profissão de cada pessoa. Jonas faz parte de uma família padrão: pai, mãe e dois filhos, um menino e uma menina. Sua mãe é uma advogada e o pai cuida de recém nascidos. Sua irmã: Lily, é há alguns anos mais nova que ele. Além deles, durante o último ano, um bebê que o seu pai cuida, Gabriel, também mora com eles para melhor se desenvolver e ganhar uma família.


Se, nessa comunidade, com um ano, eles recebem um nome e são entregues a uma família; aos nove, eles ganham uma bicicleta, que serve de meio de transporte para todos os cidadãos; e aos doze, eles recebem a carreira que seguirão para o resto da vida. Na cerimônia desse ano, a Chefe dos Anciões está chamando cada um do grupo dos onze anos e dizendo qual será o seu destino. Quando chega a vez de Jonas, ela o pula e segue com o restante dos jovens. No final da cerimônia, quando já tá rolando aquele burburinho, ela diz que não se enganou e chama Jonas à frente. Nesse momento, anuncia que nenhuma carreira foi selecionada para ele, mas que ele foi escolhido para um posto de suma importância: ele será o receptor de memórias. O que acontece é que as pessoas que lá vivem não tem realmente lembranças de nada, coisas como as guerras, a fome ou coisas boas como o natal ou a neve nunca existiram para eles. Apenas uma pessoa em toda a sociedade sabe dessas coisas, o Receptor de Memórias, que guarda toda a história e é convocado quando eles precisam de um conselho para alguma grande decisão. Essa é uma posição obviamente importante e que é escolhida raras vezes, por isso o Jonas já é visto de uma forma diferente por todos (o negócio do bullying, sabe?). A última vez que isso aconteceu foi há dez anos e deu tudo errado, também por isso existe muito pressão sobre ele.


Com esse posto, Jonas também recebe alguns “privilégios” e pode questionar algumas das decisões que são tomadas. Por exemplo, quando as pessoas atingem uma certa idade ou quando um bebê não se desenvolve o bastante para ganhar uma família, eles são liberados da comunidade. Dessa forma, ele pede para ver uma dessas liberações. O que se pensava ocorrer, que essas pessoas iam para outro lugar, é feito de uma forma diferente e saber que o seu pai é responsável por algumas dessas liberações, revolta Jonas. Após ser escolhido, ele começa a ter sessões com o Doador (um velhão muito sábio no melhor estilo Dumbledore ou Gandolf, se preferirem) e começa a receber todas essas memórias. Só que a partir do momento que ele as recebe, percebe que é muito melhor viver em um mundo com cores e sentimentos, por exemplo. Mesmo tendo presenciando experiências ruins como a guerra, ele decide que o jeito que eles vivem não é o melhor. Já sei o que vocês podem estar pensando: nesse momento, ele faz a Katniss e começa uma revolução. Mas não é nada disso que acontece, pra que as pessoas possam ter novamente as memórias que só os dois têm, é necessário que outra coisa ocorra e é isso que ele vai fazer.

O livro é bastante interessante e traz uma moral muito válida, mesmo que eu não tenho muita certeza que eu tenha entendido qual é. O meu problema com ele é a falta de um clímax de verdade, quando você lerem, vocês vão perceber, e a falta de informações do seu final. Quanto ao filme, que estreia em agosto, algumas mudanças já foram anunciadas. Por exemplo, o personagem principal não terá doze anos, mas dezesseis. Dessa forma, ele tem um apelo maior entre os jovens e se encaixa melhor nos filmes que vem sendo lançados. Quanto a Taylor, que deve interessar a muitos de vocês, a sua personagem tem um papel bem pequeno, mas de suma importância para a história. O personagem principal será interpretado por Brenton Thwaites, um ator relativamente novo. No fim das contas, recomendo a leitura desse livro, acho que atualmente é um pouco difícil conseguí-lo, mas com o lançamento do filme, uma nova edição deverá ser feita e estará disponível em todas as livrarias.

Compre o livro na Livraria Cultura ou a edição em inglês, no Book Depository!

Um comentário:

 
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