16 de fev de 2016

Onde vende empatia?


Não é novidade pra ninguém — que me conhece minimamente — que eu sou fã da Taylor Swift. Desde que me entendo por gente, pra falar a verdade. Mais precisamente, desde os 13; e hoje tenho 22. (Não é um texto sobre ela, mas eu irei citá-la em alguns momentos para um melhor desenvolvimento, por isso a explicação). Eu sempre fui o tipo de pessoa que admirava muitos e muitos artistas por seus trabalhos, consequência disso foi a paixão por todo tipo de premiação. De Emmy, Grammy, Oscar, SAG Awards, VMA, AMA, EMA, Brit Awards e afins, até Kid's Choice Awards, Teen's Choice Awards e o falecido VMB também. Acompanhava tudo que eu conseguia e achava o máximo ver aqueles artistas sendo recompensados por seus respectivos trabalhos. Poucas coisas são mais mágicas do que ver alguém admirando você por simplesmente ser quem você é. 



Com o passar dos anos, claro que eu abdiquei de algumas premiações mais simples e feitas para fãs e passei a assistir apenas as 'sérias' e aclamadas pela crítica. Talvez por acompanhar uma pessoa como a Taylor ter passado por todos esses awards e crescer tecnicamente e, então, musicalmente. Ou talvez porque eu tenha crescido e perdido a paciência com premiações julgadas pelo público e não por críticos e especialistas no assunto, tanto faz. O foco aqui é a reação das pessoas na era da internet. Uma das coisas mais estranhas e inexplicáveis dessa vida é o ódio gratuito. É um sentimento descartável, vazio, destrutivo e que definitivamente não traz nada de bom. Parece que, com as premiações televisionadas, a gente acaba ficando em contato ainda maior com este tipo de coisa e isso sempre me incomodou. Não é de hoje, nem de ontem — é de s e m p r e. E eu não sei se é por ser fã do trabalho de uma artista que foi criticada severamente por muitos anos ou se é por simplesmente achar ridículo mesmo.

Não acho e nem to impondo que você precisa gostar de tudo quanto é artista por aí. Eu mesma não simpatizo com vários que estão na mídia, mas sempre busco entender porquê estão lá. É só uma questão de bom senso. Por que diabos eu vou querer ficar xingando fervorosamente alguém que está exercendo o seu trabalho? "Ah, ele é muito falso", "nojento, odeio" e "não aguento mais ciclano" são frases superultramega usadas em dia de premiação e elas soam muito mais como amargura do que como críticas, de fato. Você não precisa enaltecer algo que não gosta só para os outros terem certeza que você não gosta. Criticar é falar da voz, da técnica, da performance, da atitude, da atuação e do que for, mas com educação. Todo o resto — e me desculpe desde já — não passa de imaturidade. 



Pensar antes de falar é grandioso. E melhor ainda é conseguir ter pelo menos um pouco de empatia e saber colocar-se no seu devido lugar — e, periodicamente, no lugar dos outros também. Não precisa ser sua mãe ou seu pai, eu tô falando de qualquer ser vivo. Anne Frank uma vez disse que "os mortos recebem mais flores que os vivos porque o remorso é maior do que a gratidão"; veja bem, ela disse isso em meados dos anos 40, estamos atualmente em 2016 e eu não poderia concordar mais com a afirmação. Você não precisa fazer parte do grupo de pessoas que só sabe ter empatia quando alguma tragédia acontece, precisa?

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